Estou aqui, no fim de 2009, olhando para você: 8 quilos mais magro(a), com aquela dinheirama que você economizou embaixo do colchão e planejando correr a próxima maratona de 21km. Nossa! Você está o máximo! Que orgulho!
O que foi? Que cara é essa? Não se identificou? Esse não é você???
Ué? Mas você não prometeu isso tudo para si mesmo no último dia 31? Lembra?
Foi logo depois de pular 7 ondinhas ou fazer uma oferenda para seja lá o que for. Vai me dizer que já esqueceu?
Aaaahhhh, entendi. Você não cumpriu suas promessas do fim de 2008. Que feio!
Sabe qual a sua diferença para o Maluf? Ele cumpriu a promessa e fez o Minhocão.
De que adianta todo o ritual se você, em um ano inteirinho, não consegue emagrecer míseros 8 quilinhos, juntar seu primeiro 1 milhão e dar uma volta no quarteirão?
Não tenho mais orgulho de você.
Já eu, como sou um garoto honesto, e não um aproveitador das 7 ondas indefesas como você, fiz apenas uma promessa: postar algo no meu blog todos os dias de 2009.
(pausa para reflexão)
Ok, ok. Já estou devendo 12 diazinhos. Calma, não me xingue ainda! Vou aproveitar que estou aqui, no finzinho de 2009. e fazer uma promessa: pago tudo até 2010.
segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009
sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008
Caixinha de Natal
Andei pensando sobre o Natal, a vinda do Papai Noel, o aniversário do meu avô (que acontece na véspera), o espírito natalino que invade os corações, e todo esse mundo de coisas importantíssimas que todo ano nos enchem a paciência nesta época. A conclusão deste momento filosofal foi: nada me irrita mais do que as malditas Caixinhas de Natal.
Você vai ao supermercado e, caixinha de natal. Posto de gasolina, caixinha de natal. Farmácia, caixinha de natal. Puteiro e, opa, cofrinho de natal!
Fico imaginando todo aquele pessoal, enchendo a cara, comendo um monte de croquete, coxinha e empadinha com meus suados trocados. E o que é pior: rindo da minha, da sua, da nossa cara.
Sei que pareço um pouco o Tio Patinhas chorando pelo meu rico dinheirinho. Mas segundo Oswaílton de Souza, primo do famoso matemático, “uma pá de dinheiro” vai parar na porra das caixinhas. Você já parou para pensar no destino de todo essa grana? Será que vai mesmo pro churrasco de fim de ano desse povo? Será que vai para Santa Catarina, a Veneza brasileira? Ou vai ser investido em implantes capilares para carecas carentes?
A conclusão é clara: não dá pra saber! E, já que não temos idéia para onde vai essa bufunfa, resolvi odiar toda e qualquer forma de Caixinha de Natal.
Isso mesmo! Caixinha no Natal pra mim, só de presentes. De preferência umas mais legais, que não tenham aqueles papéis de presente bregas com árvores enfeitadas ou J.C. na manjedoura.
E você deve estar se perguntando: “Que grosseria, André! Cadê seu espírito natalino?”
Respondo: encaixotei e mandei para devolução. Me devolveram o bom e velho Espírito de Porco.
Mudando de assunto, para finalizar essa história, gostaria de pedir encarecidamente, para vocês deixarem o que puderem na minha Caixinha de Comentários. Façam meu Natal Feliz!
Você vai ao supermercado e, caixinha de natal. Posto de gasolina, caixinha de natal. Farmácia, caixinha de natal. Puteiro e, opa, cofrinho de natal!
Fico imaginando todo aquele pessoal, enchendo a cara, comendo um monte de croquete, coxinha e empadinha com meus suados trocados. E o que é pior: rindo da minha, da sua, da nossa cara.
Sei que pareço um pouco o Tio Patinhas chorando pelo meu rico dinheirinho. Mas segundo Oswaílton de Souza, primo do famoso matemático, “uma pá de dinheiro” vai parar na porra das caixinhas. Você já parou para pensar no destino de todo essa grana? Será que vai mesmo pro churrasco de fim de ano desse povo? Será que vai para Santa Catarina, a Veneza brasileira? Ou vai ser investido em implantes capilares para carecas carentes?
A conclusão é clara: não dá pra saber! E, já que não temos idéia para onde vai essa bufunfa, resolvi odiar toda e qualquer forma de Caixinha de Natal.
Isso mesmo! Caixinha no Natal pra mim, só de presentes. De preferência umas mais legais, que não tenham aqueles papéis de presente bregas com árvores enfeitadas ou J.C. na manjedoura.
E você deve estar se perguntando: “Que grosseria, André! Cadê seu espírito natalino?”
Respondo: encaixotei e mandei para devolução. Me devolveram o bom e velho Espírito de Porco.
Mudando de assunto, para finalizar essa história, gostaria de pedir encarecidamente, para vocês deixarem o que puderem na minha Caixinha de Comentários. Façam meu Natal Feliz!
sexta-feira, 7 de Novembro de 2008
Vitrola Combo
Para quem não sabe, desde que me mudei para São Paulo, há um ano, voltei a ser um aficionado por discos de vinil. Tudo porque, junto com o apartamento dos meus avós que ocupei, herdei uma vitrola do meu tio Richard no pacote. Isso é o que chamo de Combo. Muito melhor do que os da NET. Pelo menos esse não vem com aquele simpático e eficiente atendimento por telefone que insiste em estar falando comigo usando e abusando do gerúndio. Bom, mas isso é outro assunto.
O fato é que, como ia dizendo, virei um colecionador de vinis. Estou falando isso porque, há duas semanas, recebi a visita dos meus pais aqui em casa. E, obviamente, levei eles ao meu paraíso: a praça Benedito Calixto. Lá tem uma feirinha de antiguidades super charmosa, shows de chorinho com um grupo de velhinhos adoráveis e muita cerveja. Quer algo mais? Pois tem! Junto com os 3 itens citados anteriormente, você tem direito a um outro brinde no Combo: barraquinhas com muitos (mas muitos) vinis. Genial.
Enquanto minha Mãe desaparecia em meio às barracas de bijuterias e roupas, eu, meu pai e o Joaquim (amigo da família) nos perdíamos em meio às pilhas de vinis. Foram mais ou menos uns 50 comprados. Não é preciso descrever as caras dos vendedores após a passagem do meu velho. Detalhe: meu pai ainda não tinha uma vitrola, acabou comprando uma muito legal e portátil lá mesmo (essa feira tem de tudo). Para completar, cheios de discos nas mãos, terminamos a tarde tomando cerveja ao som dos bons velhinhos do chorinho.
Na hora de ir embora, depois de acionar a polícia, a SWAT e o departamento de achados e perdidos, finalmente encontramos minha mãe escondida atrás de umas pilhas de compras. Cada um tem o combo que merece.
Bom, esse foi apenas um capítulo da passagem do casal Pinheiro por São Paulo. Logo mais, vamos estar entrando em contato e vamos estar contando mais peripécias neste blog. É bom vocês estarem aguardando. Quem sabe não vai estar rolando um combo desses para vocês leitores...
O fato é que, como ia dizendo, virei um colecionador de vinis. Estou falando isso porque, há duas semanas, recebi a visita dos meus pais aqui em casa. E, obviamente, levei eles ao meu paraíso: a praça Benedito Calixto. Lá tem uma feirinha de antiguidades super charmosa, shows de chorinho com um grupo de velhinhos adoráveis e muita cerveja. Quer algo mais? Pois tem! Junto com os 3 itens citados anteriormente, você tem direito a um outro brinde no Combo: barraquinhas com muitos (mas muitos) vinis. Genial.
Enquanto minha Mãe desaparecia em meio às barracas de bijuterias e roupas, eu, meu pai e o Joaquim (amigo da família) nos perdíamos em meio às pilhas de vinis. Foram mais ou menos uns 50 comprados. Não é preciso descrever as caras dos vendedores após a passagem do meu velho. Detalhe: meu pai ainda não tinha uma vitrola, acabou comprando uma muito legal e portátil lá mesmo (essa feira tem de tudo). Para completar, cheios de discos nas mãos, terminamos a tarde tomando cerveja ao som dos bons velhinhos do chorinho.
Na hora de ir embora, depois de acionar a polícia, a SWAT e o departamento de achados e perdidos, finalmente encontramos minha mãe escondida atrás de umas pilhas de compras. Cada um tem o combo que merece.
Bom, esse foi apenas um capítulo da passagem do casal Pinheiro por São Paulo. Logo mais, vamos estar entrando em contato e vamos estar contando mais peripécias neste blog. É bom vocês estarem aguardando. Quem sabe não vai estar rolando um combo desses para vocês leitores...
segunda-feira, 6 de Outubro de 2008
Déjà vu - Um conto sem nomes
"O termo francês déjà vu significa, literalmente, "já visto". Quem já o teve descreve-o como uma sensação de familiaridade com algo que, aparentemente, está sendo experimentado ou vivenciado pela primeira vez". (http://pessoas.hsw.uol.com.br/questao657.htm)
A explicação acima se fez necessária porque foi exatamente o que senti ao parar para pensar sobre meu último fim de semana em Fortaleza. Parecia que eu tinha piscado os olhos e viajado não os 3.135 km entre São Paulo e a capital cearense, mas sim me transportado para uns 3 anos no passado.
Tudo começou com a recepção calorosa de um grande amigo, os pés na areia no dia seguinte, o banho de mar, as companhias maravilhosas, a pizza com meu tempero especial, o carinho da família, uma noite inesquecível, um despertar que deixou saudades, e uma tarde de domingo como milhares das que vivi antes com as pessoas que amo.
Enfim, a sensação foi a de abrir um álbum de fotografias e pular para dentro dele, revivendo momentos especiais que sempre me fizeram chorar de saudades aqui em São Paulo. O mais interessante é perceber que posso modificar um pouco esse álbum, trocar fotografias de lugar, tirar umas que estavam lá atrás e colocar em lugar de destaque. De repente, posso até levar uma comigo para dar uma passeio pelo meu presente, ou guardá-la para encontrar no futuro.
O importante é saber que todas essas lembranças estão mais vivas do que nunca. E que esse passado feliz vai ter sempre a sua pitada de presente: tal qual um déjà vu.
A explicação acima se fez necessária porque foi exatamente o que senti ao parar para pensar sobre meu último fim de semana em Fortaleza. Parecia que eu tinha piscado os olhos e viajado não os 3.135 km entre São Paulo e a capital cearense, mas sim me transportado para uns 3 anos no passado.
Tudo começou com a recepção calorosa de um grande amigo, os pés na areia no dia seguinte, o banho de mar, as companhias maravilhosas, a pizza com meu tempero especial, o carinho da família, uma noite inesquecível, um despertar que deixou saudades, e uma tarde de domingo como milhares das que vivi antes com as pessoas que amo.
Enfim, a sensação foi a de abrir um álbum de fotografias e pular para dentro dele, revivendo momentos especiais que sempre me fizeram chorar de saudades aqui em São Paulo. O mais interessante é perceber que posso modificar um pouco esse álbum, trocar fotografias de lugar, tirar umas que estavam lá atrás e colocar em lugar de destaque. De repente, posso até levar uma comigo para dar uma passeio pelo meu presente, ou guardá-la para encontrar no futuro.
O importante é saber que todas essas lembranças estão mais vivas do que nunca. E que esse passado feliz vai ter sempre a sua pitada de presente: tal qual um déjà vu.
segunda-feira, 22 de Setembro de 2008
“Hora de separar os homens dos meninos”
Quem tem andado comigo ultimamente deve conhecer bem essa expressão. Mas como a maioria dos meus milhões de leitores são de Fortaleza e, obviamente, não têm me visto há bons 2 meses, vou explicar do que se trata. O momento de “separar os homens dos meninos” nada mais é do que a hora em que viramos uma dose de tequila nas baladas. O grande problema é que essa “Hora”, que deveria ser um momento solene de reflexão e de confraternização machista, está se banalizando. Como conseqüência, o percentual de embriaguez, que antes já não era moderado, está passando dos limites.
Estive investigando o assunto e descobri que há indícios da participação da APMFI (Associação Paulista de Mulheres Feias e Impegáveis) neste surto de consumo da dita “Hora”. Elas, as principais beneficiadas deste abuso, podem estar por trás de tudo isso. O Ministério Público deveria investigar este caso. Visto que há reputações de jovens mancebos em jogo.
De qualquer maneira, antes que as medidas cabíveis sejam tomadas, e para a tristeza das feiosas de plantão, proponho fundarmos o Movimento de Moralização da “Hora de separar os homens dos meninos”, o MMHSHM. Uma ONG que instituirá o limite máximo de 3 “Horas” por noitada, ou o isolamento do indivíduo com excesso de “Horas” do convívio feminino, afim de evitar ataques desprevenidos. Enfim, a idéia ainda é embrionária, mas estamos abertos a sugestões.
Agora, se você foi apresentado a esta gloriosa expressão neste momento, faça dela o seu lema. Mas, antes, filie-se ao MMHSHM, proteja-se das mocréias e o mais importante: aprecie com moderação.
Estive investigando o assunto e descobri que há indícios da participação da APMFI (Associação Paulista de Mulheres Feias e Impegáveis) neste surto de consumo da dita “Hora”. Elas, as principais beneficiadas deste abuso, podem estar por trás de tudo isso. O Ministério Público deveria investigar este caso. Visto que há reputações de jovens mancebos em jogo.
De qualquer maneira, antes que as medidas cabíveis sejam tomadas, e para a tristeza das feiosas de plantão, proponho fundarmos o Movimento de Moralização da “Hora de separar os homens dos meninos”, o MMHSHM. Uma ONG que instituirá o limite máximo de 3 “Horas” por noitada, ou o isolamento do indivíduo com excesso de “Horas” do convívio feminino, afim de evitar ataques desprevenidos. Enfim, a idéia ainda é embrionária, mas estamos abertos a sugestões.
Agora, se você foi apresentado a esta gloriosa expressão neste momento, faça dela o seu lema. Mas, antes, filie-se ao MMHSHM, proteja-se das mocréias e o mais importante: aprecie com moderação.
domingo, 7 de Setembro de 2008
Aniversário de 1 ano
Esse mês faz 1 ano que me mudei para São Paulo, mais precisamente dia 20 de setembro.
Em 1 ano, aprendi muita coisa, sofri um bocado, mas conquistei o mais importante: grandes amigos. Não vou citar nomes para nenhum se sentir mais gostoso que o outro, cada um sabe a importância que teve nesta batalha. Tiveram os que me arrancaram sorrisos quando eu estava de cara fechada, tiveram os que me arrancaram de casa quando eu só queria me internar nela, tiveram os que me arrancaram a bile do fígado me levando para beber. Teve de tudo, e sou muito grato a todos eles.
Em 1 ano, também teve o começo de um sonho sendo realizado. Estudei, ralei pra caralho, e consegui entrar no mercado da propaganda de Sampa. Meu problema com realizar sonhos é que eu estabeleço novas metas muito rápido, e agora só o mercado daqui não me basta. O que, para as pessoas que amo é um problema, pois cada vez mais fico distante delas, 3mil Km de distância, quem sabe mais... Mas espero que eles saibam que sou determinado e que conquistar isso é tudo que sonhei. Então, fodam-se! Sintam minha falta aí, que eu vou continuar morrendo de saudades de vocês por onde eu estiver.
Para encerrar, e marcar a data, escrevi uma besteirinha. Não é poesia porque não tem métrica, não é prosa porque representa uma história ainda no começo, não é fábula porque não sou a pessoa mais indicada para dar moral de história nenhuma. Enfim, vejam e tirem suas conclusões:
Um ano para uma vida é pouco.
Um ano para uma mudança radical é muito.
Um ano para um sonho é só o começo.
Em 1 ano, aprendi muita coisa, sofri um bocado, mas conquistei o mais importante: grandes amigos. Não vou citar nomes para nenhum se sentir mais gostoso que o outro, cada um sabe a importância que teve nesta batalha. Tiveram os que me arrancaram sorrisos quando eu estava de cara fechada, tiveram os que me arrancaram de casa quando eu só queria me internar nela, tiveram os que me arrancaram a bile do fígado me levando para beber. Teve de tudo, e sou muito grato a todos eles.
Em 1 ano, também teve o começo de um sonho sendo realizado. Estudei, ralei pra caralho, e consegui entrar no mercado da propaganda de Sampa. Meu problema com realizar sonhos é que eu estabeleço novas metas muito rápido, e agora só o mercado daqui não me basta. O que, para as pessoas que amo é um problema, pois cada vez mais fico distante delas, 3mil Km de distância, quem sabe mais... Mas espero que eles saibam que sou determinado e que conquistar isso é tudo que sonhei. Então, fodam-se! Sintam minha falta aí, que eu vou continuar morrendo de saudades de vocês por onde eu estiver.
Para encerrar, e marcar a data, escrevi uma besteirinha. Não é poesia porque não tem métrica, não é prosa porque representa uma história ainda no começo, não é fábula porque não sou a pessoa mais indicada para dar moral de história nenhuma. Enfim, vejam e tirem suas conclusões:
Um ano para uma vida é pouco.
Um ano para uma mudança radical é muito.
Um ano para um sonho é só o começo.
sexta-feira, 15 de Agosto de 2008
O espírito olímpico
A todo mundo que falo que só tenho assistido às Olimpíadas por causa da insônia, vem a pergunta: mas e o seu espírito olímpico, onde está? Acho que o tal do meu espírito olímpico tem ido dormir cedo. Depois da novela.
Nesta época de Jogos, ouve-se sempre a mesma manchete: “O espírito olímpico está tomando conta do Brasil”. Será isso alguma ação de guerrilha do Chico Xavier? Fico imaginando ele, psicografando um texto em nome do tal espírito: “Olá, aqui é o espírito olímpico. Eu ordeno que você assine todos os pay-per-view e só durma depois das 5 da manhã. Ah, e não esqueça de comprar o último livro do meu amigo Chico Xavier, está uma beleza”. Seria bom investigar se existe algum aumento nas vendas dos livros dele durante os Jogos Olímpicos.
Se o espírito olímpico está tomando conta do Brasil, como dizem os jornais, como será que isso acontece? A pessoa está andando na rua e, de repente, o espírito baixa nela? O indivíduo fica possuído? É isso? Porque se for isso, estou até vendo a cena quando acabarem os Jogos: milhares de pessoas reunidas no Templo Bizantino, vendo o Padre Marcelo gritar, enquanto rodopiam suas cabeças 360º e vomitam em círculos pra exorcisar o tal espírito.
O pior de tudo é o dia seguinte. Depois de uma noite mal dormida, chegar na padaria e ouvir aquele bebum, que todo dia está falando mal do “Curíntia”, tecer comentários como: “Você viu Máico Félpis?! Baixou a marca dele nos 200 nado medley”. Só me faltava essa!
A propósito, alguém sabe como terminou a novela ontem?
Nesta época de Jogos, ouve-se sempre a mesma manchete: “O espírito olímpico está tomando conta do Brasil”. Será isso alguma ação de guerrilha do Chico Xavier? Fico imaginando ele, psicografando um texto em nome do tal espírito: “Olá, aqui é o espírito olímpico. Eu ordeno que você assine todos os pay-per-view e só durma depois das 5 da manhã. Ah, e não esqueça de comprar o último livro do meu amigo Chico Xavier, está uma beleza”. Seria bom investigar se existe algum aumento nas vendas dos livros dele durante os Jogos Olímpicos.
Se o espírito olímpico está tomando conta do Brasil, como dizem os jornais, como será que isso acontece? A pessoa está andando na rua e, de repente, o espírito baixa nela? O indivíduo fica possuído? É isso? Porque se for isso, estou até vendo a cena quando acabarem os Jogos: milhares de pessoas reunidas no Templo Bizantino, vendo o Padre Marcelo gritar, enquanto rodopiam suas cabeças 360º e vomitam em círculos pra exorcisar o tal espírito.
O pior de tudo é o dia seguinte. Depois de uma noite mal dormida, chegar na padaria e ouvir aquele bebum, que todo dia está falando mal do “Curíntia”, tecer comentários como: “Você viu Máico Félpis?! Baixou a marca dele nos 200 nado medley”. Só me faltava essa!
A propósito, alguém sabe como terminou a novela ontem?
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